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O rumo certo pode ser as debêntures de infra-estrutura


O pacote do governo voltado para criar um mercado de crédito privado de longo prazo para financiar grandes programas de investimento pode levar a indústria de fundos de investimento a criar novos produtos.20100121-tax-shock-renta

Um deles, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima), deve ser voltado para as debêntures vinculadas a projetos de infra-estrutura. Em dezembro, o governo anunciou algumas das medidas do pacote para desenvolver o financiamento privado de longo prazo.

Entre as medidas tomadas, está a isenção de imposto de renda sobre o rendimento de debêntures voltadas para as infra-estruturas que forem compradas por pessoas físicas, além da redução da tributação para pessoas jurídicas a 15%. Com isso, a presidente do Sub-comitê de Base de Dados da Anbima, Luciane Ribeiro, acredita que a indústria de fundos já deve estar se preparando para lançar novos produtos.

Ela considera a oportunidade interessante, principalmente devido ao benefício fiscal, mas também às perspectivas que o setor de infra-estrutura tem, dado o elevado nível de investimentos que o país vem projetando. "Claramente a gente precisa de um tempo para que as operações surjam, porque elas têm características muito específicas, mas acho que para os próximos anos o setor de infra-estrutura é um setor-chave, muito importante, e acho que vamos ter várias oportunidades", disse Luciane.

Ela considera ainda que a indústria de fundos poderá ter um importante papel no fomento à criação de um mercado secundário de dívida privada. "A indústria de fundos pode ser uma estimuladora de todo o projeto, para que essa invenção chegue ao investidor final. Como as emissões vêm aumentando, a gente tem que criar mecanismos facilitadores ao mercado secundário de crédito privado e a indústria de fundos tem um papel muito importante nisso", disse.

Apesar de não considerar as medidas suficientes para desenvolver o mercado secundário, havendo ainda necessidade de melhorias, a presidente do subcomitê da Anbima disse estar otimista para o mercado, que estaria no "caminho certo". Com isso, ela acredita que 2011 será um ano de aumento de captações na indústria e fundos.

Nesta sexta-feira, a instituição divulgou o resultado de 2010, em que os fundos de investimento tiveram recorde de captação, alcançando os R$ 105,9 bilhões. O patrimônio líquido do mercado doméstico cresceu 18% no período, na comparação com o ano anterior, totalizando R$ 1,614 trilhão.

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