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Fundo de ações é alternativa para investir na Petrobras


Existe uma outra possibilidade nesta linha de investimento indireto, onde o investidor não adquire ações diretamente via uma Corretora de Valores, mas através de terceiros, que são os Fundos de Investimento em Ações – FIA.

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Esta modalidade de investimento é muito popular no exterior; no Brasil ainda não atingiu o status devido, face à pouca divulgação e conhecimento deste tipo de aplicação.

O quê são os FIA? São instrumentos de aplicação de recursos em ações, em forma de condomínio, parecidos com os Clubes de Investimento, mas com algumas diferenças em relação a eles. Vejamos algumas características dessa interessante modalidade de investimento para o iniciante do mercado.

1- Definição – O FIA é uma forma de investimento que reúne vários aplicadores, formando um condomínio, no qual as receitas e as despesas são divididas. Os recursos entregue pelos investidores aos gestores, são aplicados em ações de companhias abertas, negociadas na BOVESPA (www.bovespa.com.br). Estes recursos, são administrados por uma instituição financeira autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM, que os aplica em uma carteira diversificada de ações, debêntures conversíveis em ações e títulos federais.

2 – Adiminstração – Somente instituições financeiras autorizadas pela CVM e pelo Banco Central do Brasil – BCB, podem gerir os recursos de terceiros a serem alocados em ações. Normalmente, os gestores são instituições preparadas para executar a gestão de recursos dos fundos, utilizando equipes de profissionais com larga experiência no Mercado de Capitais. Isto não garante rentabilidade do Fundo, mas permite que os recursos aplicados em ações o sejam mais bem executados do que se o fossem feitos por uma pessoa inexperiente a respeito do mercado de ações.

3 – Vantagem dos Fia – Os FIA foram criados para atender ao desejo de pessoas que, não podendo acompanhar o desenrolar do mercado no seu dia a dia, nem contando com conhecimentos específicos sobre o mesmo, gostariam de participar deste tipo de aplicação. Além disso, permite que quantias pequenas possam ser agrupadas e investidas, usufruindo as vantagens deste agrupamento: obtenção de melhores preços de compra e de venda, participação em operações de abertura de capital, menores taxas de corretagem, segurança nas aplicações, etc. É um investimento ideal para quem não dispõem de tempo para acompanhar os mercados. Também permite diversificar um investimento que seria impraticável se fosse realizado pelo próprio investidor sem conhecimentos obre estas operações.

4 – Valor mínimo da aplicação – Varia por instituição. Existem algumas que aceitam uma quantia mínima de R$100,00 por aplicação. Deste modo, qualquer pessoa pode programar investimentos mensais pequenos, criando, assim uma carteira de ações no longo prazo. Outros FIA só aceitam quantias maiores, acima de um valor alto estipulado pelo gestor. Procure seu Banco, inicialmente, para saber sobre este item; se ele não tiver um produto que lhe atenda, faça pesquisa junto aos Bancos mais populares.

5 – Despesas – As instituições administradoras de FIA costumam cobrar uma taxa de administração anual, apropriada mensalmente. Esta taxa varia para cada instituição. Pesquise para saber sobre as menores. Outras despesas incorridas nas operações são debitadas diretamente ao patrimônio do Fundo. Ressalto, entretanto, que este item não deve ser um fator de decisão; o mais importante é saber sobre a rentabilidade anterior do FIA pesquisado, comparando-a com instituições concorrentes.

6 – Rentabilidade – É proveniente da montagem de uma carteira de ações e outros títulos financeiros, inclusive de renda fixa. Por existir uma obrigação legal de aplicação mínima de 51% da carteira do Fundo em ações, quando a Bolsa cai a rentabilidade é afetada. Administradores experientes usam de táticas sofistificadas para proteger as carteiras em período de queda dos mercados. Isto influi no ganho do fundo. Vale ressaltar que rentabilidade passada não garante rentabilidades futuras, pois os recursos de um FIA são alocados em ações, que são títulos de renda variável. A informação sobre a rentabilidade de um FIA é dada através da variação de cotas, informadas diariamente através de jornais.

7 – Aplicações e resgates – Cada instituição administradora define prazos e valores de aplicação e de resgate. Algumas exigem um prazo de carência para os resgates; outras não. A aplicação é feita, na maioria dos casos, pelo valor da cota do dia seguinte à aplicação. O mesmo acontece com o resgate. O prazo para receber o dinheiro também varia por instituição, podendo chegar a 10 dias úteis. Informe-se quando fizer a aplicação.

8 – Tributação – Há incidência de Imposto de Renda de 15% sobre os ganhos obtidos com fundos de ações. Assim, se o investidor aplicou R$1.000,00 e tempos depois resgatou R$1.400,00, irá pagar um imposto pelo ganho obtido; no caso será de R$60,00 (R$1.400,00 – R$1.000,00 = R$400,00; 0,15XR$400,00 = R$60,00).

9 – Informação aos cotistas – As instituições administradoras de FIA são obrigadas a enviar relatórios semestrais sobre a composição da carteira, um relatório do gestor, balanço patrimonial do Fundo e outras demonstrações financeiras auditadas. Anualmente, devem enviar, além das informações citadas, evolução do valor da cota, encargos debitados ao Fundo, as despesas com corretagem e comprovante para prestação de contas junto à Receita Federal. Quando do ingresso no Fundo, o gestor é obrigado a entregar ao investidor, exemplar do regulamento do fundo, histórico da instituição administradora, documentos contendo informações sobre demonstrações financeiras e documento no qual constem claramente as despesas com as quais o investidor terá de arcar.

10 – Informações adicionais – Maiores informações podem ser obtidas nos sites citados acima e também junto à ANBID, no site. O importante em tudo isto, é que qualquer pessoa pode e deve aplicar dinheiro no mercado de ações. Estas aplicações podem ser diretas junto a uma Corretora de Valores ou indireta, através de Clubes de Investimento ou de Fundos de Investimento em Ações.

As experiências recentes de Fundos de Ações com recursos do FGTS, aplicados em ações da Petrobrás e da Vale do Rio Doce, bem como a primeira edição do Fundo PIBB, criado pelo BNDES mostraram que o mercado de ações não é um bicho papão, e que traz boa rentabilidade a longo prazo. Deve se constituir em alternativa de diversificação de investimentos de qualquer pessoa.

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